quinta-feira, 3 de abril de 2008

Alter-ego, again...

novas perguntas para o Alter-ego...

Além de Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

R: Melhor seria *que livros*... Portas da percepção, de Huxley... On the road, de Kerouak... cartas para anaïs nin... ah, este mon dieu.



Já ficou apanhadinha por um personagem de ficção?

R: Sim. Tive tempos de achar que era Iracema, de José de Alencar.(rs). Em poesia, já quis ser Ismália, de Alphonsus de Guimarães...Ah, aquela torre... e Raquel (serrana bela), alvo do trabalho de Jacó à Labão...e Demian, de Hesse... Já quis ser também, um poema: ‘Antes de amar-te, amor’, de Pablo Neruda... e Araras versáteis, de Hilst... tantos...



Qual foi o último livro que comprou?

R: ‘O Idiota’, Dostoiévski. Ainda não li, e sinceramente não sei se vou ler, rs... foi um ímpeto. Mas baixo vários ebooks... o último foi um sobre direito administrativo... de verdade!!



Últimos livros que leu?

R: ‘O livro completo da Filosofia’, de James Mannion; o conceito filosófico básico, de Sócrates a Sartre... Elogio da loucura, de erasmo... pela neurótica 2ª vez... obras de ricardo reis, presente de amandita.



Que livro está lendo?

R: o tal de direito administrativo, resquícios da graduação...

Que livros (5) levaria para uma ilha deserta?

R: Livros?! Eu levaria ‘Delta de Vênus’ de Anaïs Nin; a ironia, a força de Maiakovsky; a metafísica de Fernando Pessoa. Levaria um Atlas também, uns cadernos e lápis/borrachas... (só valia livro??? têm certeza..? meu, eu levaria é meu homem!! (E teria em minha mente, além de vários diabinhos, Neruda, Hilst, Quintana, Drummond, Bukowsky, Florbela, Brecht, o kamasutra, rssss...).

Dialética!




não sei de onde tiraram, mas é muito bom! ;)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Para Iggy

Bem sabe que o curso que escolheu é maravilhoso. É o que escolhi tb um dia, e espero sinceramente que vc o termine, coisa que eu, rssssss, não fiz. Iggy, estas palavras de Rilke são tudo o que desejo para vc neste início:




"Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos e largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir."


By
Rainer Maria Rilke
In
*cartas a um jovem poeta*

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

ótimo som!

arre!!

Não aceito ter que ser o que querem que eu seja. Vivo o que quero, acredito no que me mantém. As vezes a tecnologia nos mantêm prisioneiros, outras vezes nos liberta demais... outras vezes nos dá uma sensação falsa de liberdade... aah! E que bom é sentir isso!
Que bom é sentir! Fora com esse “pensar técnico”, que se tornou a temporalidade do “nosso” pensar, onde se confunde o tempo com a medição mecânica do relógio! Não podemos pensar história sem ter que desmontar todo o sistema instaurado como conseqüência lógica dessa temporalidade e das suas “despoliticidades”, pois não há temporalidade fora de uma visão política de mundo, fora dos quadrantes de significado de uma sociedade...

Fragmento

Perfumes, cores, sons que se correspondem...
Sensações, atos, palavras que se tocam...
Merece a razão tanta honestidade para que possamos mantê-la em equilíbrio constante..?
Se sim, pra que manter o equilíbrio se entre céu e terra flutuamos, visto que somos anjos?
rs... isto me lembra um belo poema de Brecht.

(Lendo Correspondences, de Charles Baudelaire...)

2 maçãs

Eu me deparei com a dúvida do que é ser humano.
Não encontrei raízes semióticas para reforçar o fundamento da criatura que carrega a pecha de animal racional.
Um único olhar pelos últimos séculos, demonstra que
sentimentos menores conduzem a humanidade.
A falha teológica em se acreditar num ser trino, mesmo que em forma de dogma , nos conduz ao parecer metafísico da dualidade do ser humano que não condiz com o que nos elucida as ciências modernas.
Separar o corpo do espírito, como se fossem duas metades, é um simples arraigado sentimento de maniqueísmo , onde bem e mal conflitam os quereres do equilíbrio.
Estendo o raciocínio para a amplitude do universo, nos
deparamos com um ser “todo poderoso”, onisciente, onipresente e onipotente que
tudo pode, sem nos legar um mínimo de justificativa. Que habita um plano exclusivo, e sequer seu rosto pode ser contemplado por meros seres humanos,
mas com total inferência sobre a matéria.
Ora, se a inferência é sentida,
logo, pode ser medida, quantificada, e reproduzida. É uma lei universal.
Toda ação mensurada pode ser reproduzida,
programada. Se descobríssemos como opera Deus, poderíamos duplicar suas ações,
e se seus desígnios são um mistério, já podemos estar no limiar de sua criação sem saber.
O próprio ato de pensar, é uma maravilha sem precedentes. O fato de
lembrarmos , até mesmo o que não pensamos, nos indica que de posse do
conhecimento, somos capazes de emular qualquer atividade.
É bom divagar pelo ato da criação universal. Perceber a mecânica celeste, uma construção
tão perfeita, tão gigantesca, que é impossível ser reproduzida pelo
conhecimento atual, mas com esforço isolado de alguns homens, seus meandros são postos à lume. Retorno aqui, ao arquétipo da árvore do bem e do mal.

Uma fruta, a maçã,
ofertada como prova de arrogância humana
(ah, vale lembrar que arrogância, nessa acepção, remonta ao conceito latino de AB, prefixo de negação, afastamento, ROGARE, suplicar, pedir. Arrogância tem por definição: não pedir, não suplicar. Buscar por si só) Duas vezes a maçã, tem papel de fundamental importância no
conhecimento humano. Na exegese bíblica a maçã é usada figurativamente como símbolo de liberdade. Avançando alguns séculos, nos encontramos no Jardim de Newton, pai da física moderna, que acreditando ou não na lenda do Éden, com uma maçã nos deu ligames para a liberdade da Terra. Sim, é um contra-senso, a descoberta da gravidade que traz tudo para à Terra, ser a mesma força que nos impulsiona para o espaço, céu, paraíso - se
quiser assim.
Recoloque suas idéias ao nível do espanto, e jogue algo para o alto, acompanhe o movimento descendente . O que depreende disso tudo?
Uma lei universal obriga a tudo o que sobe descer, mas se vencida esse lei, há um universo a se galgar. Qual o sentido de uma lei universal, amplamente percebida, sentida, em níveis terrestres, mas sobremaneira inútil quando se desliga da terra? Qual
a validade de uma lei que só pode ser aplicada a prisioneiros da gravidade ?
qual é a de um Deus que cria leis diferentes para diferentes
situações?

Se são desígnios celestes, além do parco conhecimento que possuo, ou algo
aquém do espiritual, eu me conluio à dúvidas, questionamentos, ceticismos e
tudo o mais que o pensar-razão nos pode ofertar.
Se dizendo ter certeza da existência de um ser poderoso, o ser humano já é capaz de
tais atrocidades , fico imaginando o que fariam se a certeza fosse da ausência total de Deus. Tudo se permite na presença de Deus! O que poderia acontecer na ausência de Deus para as pessoas? Ah, é cansativo ler o óbvio.
Vou resumir: Jardim do Éden e maçã. Jardim de Newton e maçã.
Originalidade é só com Deus?? Deus é um só?? Deus é? Na vida real acontecimentos se duplicam, multiplicam. (Percebi há tempos que eu sou único. Não há ninguém igual a mim.)
Silogismo de Sócrates.

Cada ser humano é único.

(Deus é único?)

Somos deuses em construção?