Ainda existe dúvida?
Esses magos… Sempre surpreendendo a gente. Outro dia mesmo li num blog de piadas que o Dumbledore, o simpático barba-branca da série “Harry Potter”, é gay. Eu achei a notícia extraordinária e engraçada, e logo de cara pensei nas inúmeras frases de sentido duplo tipo “o sujeito gosta de segurar na vara de condão”.
Não contente em fazer chover e vender 4563349 bilhões de livros por segundo, o Paulo Coelho também fez uma revelação daquelas. E que envolve sexo. O representante brasileiro oficial na escola de Hogwarts (não por opção minha!) afirmou, durante espetáculo de circo da Fifa na Suíça, que “futebol é melhor do que sexo”.
????
Ao estranhar a cara de interrogação do pessoal, continuou sua teoria e cravou: “Não estou dizendo se é melhor ou pior [futebol ou sexo]; só que dura mais [a discussão sobre futebol]”.
(Eu prefiro brincadeiras com a zona do agrião e a mandioca.)
Lembrei da história daquele sultão que estava à beira da morte e resolveu chamar suas 45 mulheres para uma grande orgia, pois queria morrer com um sorriso nos lábios. E é um belíssimo relato, digno das edificantes histórias das arábias contadas pelo próprio Coelho.
Mas já imaginou se o sultão pedisse uma bola e não suas pequenas?
Daí resolvi fazer uma lista de motivos... eu acho que sexo é melhor do que futebol, apesar do playstation do Kleber ter dupla morada: uma na Santa Paula e uma na Marina!!
- Todo mundo tem alguma chance de fazer sexo e gozar; já no futebol, só os BONS podem gozar os outros.
- O sexo admite times mistos.
- No sexo, não há impedimentos. Seu homem pode ser o último e mesmo assim meter para o gol.
- O sexo é muito mais tradicional e importante. O futebol foi inventado em 2.600 a.C; o sexo supostamente aconteceu no Paraíso e gerou a primeira expulsão da história (e o juiz era Deus, caras!!! Em pessoa – ou melhor, Deus em forma de qualquer coisa, pessoa, arbusto lisérgico, brisa abençoada etc... ou não).
- No futebol, você entra com bola e tudo; no sexo, você entra com bolas e tudo e até acessórios podem jogar junto!
...
- No futebol, você tem idade pra parar de jogar. No sexo, graças aos avanços da medicina, ninguém mais precisa pendurar as chuteiras.
- Há muito mais emoção no sexo. No futebol, a regra é clara. No sexo, as regras são vermelhas, atrasam e podem gerar muita confusão.
- Uma boa enfiada de bola no futebol é apenas uma boa enfiada de bola. No sexo, uma boa enfiada de bola pode definir sua vida.
- O perigo do desgraçado do Galvão Bueno narrar o sexo não existe!!
Logo mais à noite, o Anderson vai enfrentar uma pelada!!! Rsss
zagadka!!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
pq que a gente é assim?

rs... ainda bem que a gente é assim. ontem aqui em casa estavam as pessoas que eu amo. faltavam algumas, é claro... difícil reunir o amor completamente... alguns longe, outras em outra companhia... enfim. gosto desta imagem pq ela mostra a cor que predominava na casa ontem...
e na minha vista, a cor era esta!!
o davi indo embora... a sicília longe...
mas o kleber tava aqui, escrevendo! :)
;)
sábado, 13 de dezembro de 2008
O Louco
Tem gente que me pergunta como foi que enlouqueci. Foi assim: certo dia, muito antes dos deuses nascerem, acordei de um longo sono e descobri que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu tinha feito e usado durante 7 vidas - e saí correndo sem máscara alguma pelas ruas apinhadas de gente, gritando:
- Ladrões, ladrões , malditos ladrões!
Os homens e as mulheres riam, mas alguns correram para casa com medo de mim.
E, quando cheguei a praça do mercado, uma jovem que estava no terraço de uma casa gritou:
- É um louco!
Ergui os olhos para ele e o sol beijou meu rosto nu pela primeira vez. Pela primeira vez o sol beijou meu rosto nu e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não quis mais saber de máscaras. E gritei, como se estivesse em transe:
-Abençoados, abençoados os ladrões que roubaram minhas máscaras!
Foi assim que enlouqueci.
E encontrei liberdade e segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aqueles que nos compreendem nos escravizam de algum modo. Mas não quero ficar orgulhoso demais de minha segurança. Nem na cadeia um ladrão esta a salvo de outro ladrão.
Gibran Khalil Gibran
roubado na *cara-dura* do orkut da minha querida Meri L (Janis Joplin)
- Ladrões, ladrões , malditos ladrões!
Os homens e as mulheres riam, mas alguns correram para casa com medo de mim.
E, quando cheguei a praça do mercado, uma jovem que estava no terraço de uma casa gritou:
- É um louco!
Ergui os olhos para ele e o sol beijou meu rosto nu pela primeira vez. Pela primeira vez o sol beijou meu rosto nu e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não quis mais saber de máscaras. E gritei, como se estivesse em transe:
-Abençoados, abençoados os ladrões que roubaram minhas máscaras!
Foi assim que enlouqueci.
E encontrei liberdade e segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aqueles que nos compreendem nos escravizam de algum modo. Mas não quero ficar orgulhoso demais de minha segurança. Nem na cadeia um ladrão esta a salvo de outro ladrão.
Gibran Khalil Gibran
roubado na *cara-dura* do orkut da minha querida Meri L (Janis Joplin)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
jeux des mots pour le monde...
hehehehe... Cada cultura que cuide do seu rabo, mas os franceses valorizam o deles demais! ( e olha que eu amo a cultura francesa, mas o cidadão francês é difíiiiço! Vejam aí...
Quando há algumas décadas veio a revolução técnológica e o computador, eles criaram seus próprios aparelhos. Mesmo que tenha dado certo a tal “lista telefônica” que não lembro o nome, o computador conseguiu penetrar-se na França. Eles viram seu rabo sendo atacado
e correram para criar uma palavra para aquela máquina que era computer nos EUA. Ordinateur foi o rótulo escolhido.
Ultimamente mais e mais palavras americanas batem à porta de nossos computadores, e como é de se esperar, algumas são utilizadas como são e outras são adaptadas, vide podcast e deletar, respectivamente. Esta onda de palavras não abateria o nacionalismo - até certo ponto xenófobo - dos franceses, portanto criaram uma palavra para substituir podcast: baladodiffusion.
Que aberração, não é? Uma língua tão bela dar cria a uma palavra desajeitada e compicada é muito triste. O cognitivo dos baladeiros está na tentativa de descobrir qual é a dessa “difusão de baladas”, “deve ser irado!”.
...
Tente traduzir walkman para portugues. Fica algo como “andador”. Então em frances e a mesma coisa: andar quer dizer balader, então o aparelho aqui se chama baladeur. pois...
;)
Quando há algumas décadas veio a revolução técnológica e o computador, eles criaram seus próprios aparelhos. Mesmo que tenha dado certo a tal “lista telefônica” que não lembro o nome, o computador conseguiu penetrar-se na França. Eles viram seu rabo sendo atacado
e correram para criar uma palavra para aquela máquina que era computer nos EUA. Ordinateur foi o rótulo escolhido.
Ultimamente mais e mais palavras americanas batem à porta de nossos computadores, e como é de se esperar, algumas são utilizadas como são e outras são adaptadas, vide podcast e deletar, respectivamente. Esta onda de palavras não abateria o nacionalismo - até certo ponto xenófobo - dos franceses, portanto criaram uma palavra para substituir podcast: baladodiffusion.
Que aberração, não é? Uma língua tão bela dar cria a uma palavra desajeitada e compicada é muito triste. O cognitivo dos baladeiros está na tentativa de descobrir qual é a dessa “difusão de baladas”, “deve ser irado!”.
...
Tente traduzir walkman para portugues. Fica algo como “andador”. Então em frances e a mesma coisa: andar quer dizer balader, então o aparelho aqui se chama baladeur. pois...
;)
mas é bom...
Eu adoro Kafka! É consistente... rápido. ótimo!
Fábula Curta
"Ai de mim!", disse o rato, "-o mundo vai ficando dia a dia mais estreito".
"-Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao encontro do outro que eis-me já no fim do percurso, vendo ao fundo a ratoeira em que irei cair".
"-Mas o que tens a fazer é mudar de direção", disse o gato, devorando-o.
Franz Kafka
Fábula Curta
"Ai de mim!", disse o rato, "-o mundo vai ficando dia a dia mais estreito".
"-Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao encontro do outro que eis-me já no fim do percurso, vendo ao fundo a ratoeira em que irei cair".
"-Mas o que tens a fazer é mudar de direção", disse o gato, devorando-o.
Franz Kafka
De Kafka.
De Noite
Submergir-se em a noite! Assim como às vêzes se enterra a cabeça no peito para refletir, fundir-se assim por completo em a noite. Em redor dormem os homens. Um pequeno espetáculo, um auto-engado inocente, é o dormir em casas, em camas sólidas, sob teto seguro, estendidos ou encolhidos, sobre colchões, entre lençóis, sob cobertas; na realidade, encontram-se reunidos como outrora uma vez e como depois em uma comarca deserta: um acampamento à intempérie, uma oncontável quantidade de pessoas, um exército, um povo sob um céu frio, sobre uma terra fria, atirados ao solo ali onde antes se estêve de pé, com a fronte apertada contra o braço, e a cara contra o solo, respirando tranquilamente. E tu velas, és um dos vigias, encontras ao próximo agitando o madeiro aceso que tomaste do montão de estilhas, junto a ti. Por que velas? Alguém tem que velar, se disse. Alguém precisa estar aí.
Franz Kafka
Submergir-se em a noite! Assim como às vêzes se enterra a cabeça no peito para refletir, fundir-se assim por completo em a noite. Em redor dormem os homens. Um pequeno espetáculo, um auto-engado inocente, é o dormir em casas, em camas sólidas, sob teto seguro, estendidos ou encolhidos, sobre colchões, entre lençóis, sob cobertas; na realidade, encontram-se reunidos como outrora uma vez e como depois em uma comarca deserta: um acampamento à intempérie, uma oncontável quantidade de pessoas, um exército, um povo sob um céu frio, sobre uma terra fria, atirados ao solo ali onde antes se estêve de pé, com a fronte apertada contra o braço, e a cara contra o solo, respirando tranquilamente. E tu velas, és um dos vigias, encontras ao próximo agitando o madeiro aceso que tomaste do montão de estilhas, junto a ti. Por que velas? Alguém tem que velar, se disse. Alguém precisa estar aí.
Franz Kafka
Com certeza!
"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa."
é...
ariano suassuna
é...
ariano suassuna
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